|
O Linux é um clone livre do UNIX, desenvolvido inicialmente por um estudante universitario de
Helsmnquia de nome Linus Torvalds e por um grupo de programadores
através da Internet.
Contém tudo o que seria de esperar não só do UNIX mas em qualquer sistema operativo. Inclui capacidade para multi-tarefa (verdadeira), memória virtual, os controladores TCP/IP mais rapidos do mundo, livrarias partilhadas e,
claro, capacidades multi-utilizador (isto significa que centenas de pessoas
podem aceder ao mesmo computador em simultâneo, seja por rede interna ou
Internet). O Linux funciona completamente em modo protegido, o que o torna
praticamente imune a bloqueios de sistema em que a única
solução i o tão (im)popular reiniciar do computador, com a subsequente perda de informação ou mesmo danos físicos do hardware.
O Linux também contem uma
implementação completamente livre do X Window. A maioria dos
programas baseados em X irão então correr sob Linux sem qualquer
modificação. Explicando para iniciantes, o X Window é uma interface grafica (ou apenas GUI, de Graphical User Interface) como por exemplo o Microsoft Windows, mas com instalação opcional, não sendo o utilizador forçado a usa-lo.
Em adição, programas para o SCO Unix4.2 e para SVR4 correm em Linux inalterados (devido a um "driver" chamado IBCS) como por exemplo o Corel Draw para SCO. O emulador de DOS para Linux, DOSEMU, é capaz de correr centenas de aplicações de MS-DOS, incluindo muitas que requerem capacidades VGA ou SVGA. Programas para
Windows também podem ser corridos em Linux com outro emulador de nome
WINE. Curiosamente, programas do Windows conseguem atingir desempenhos
ati 10 vezes superiores do que no sistema nativo graças
às capacidades de buffering do Linux.
Como é esperado da maioria dos clones do
UNIX, o Linux inclui capacidades avançadas de trabalho em rede
(networking). Como as pessoas que colaboram no desenvolvimento do Linux
fizeram-no desde sempre através da Internet, esta capacidade mostrou-se
cedo no Linux. De facto, o trabalho em rede sob Linux é superior
á maioria dos sistemas operativos. O Linux suporta
ligação à Internet ou qualquer outra rede usando TCP/IP
ou IPX via ethernet, fast ethernet, ATM, modem, ISDN, etc...
Como servidor para Internet/WWW o Linux mostra-se
como uma optima escolha, em muitas ocasiões melhor que o Windows
NT, Novell e a maioria dos sistemas Unix. O Linux tem sido a escolha de
centenas de milhar de ISPs, laboratórios de universidades e
empresas. Em suma, de todos os que necessitam de um servidor de
confiança e desempenho em rede nas mais diferentes
situações.
O Linux suporta os protocolos de Internet mais
comuns, incluindo E-Mail, UseNet, Gopher, Telnet, FTP, POP, NTP, IRC, HTTP,
NFS, DNS, NIS, SNMP, Kerberos, WAIS e muitos mais. O Linux pode funcionar como
cliente ou como servidor no acima mencionado e tem sido intensamente usado e
testado nas tarefas descritas.
O Linux tambem se acomoda perfeitamente na sua rede local, indiferentemente da combinação de sistemas que esteja a funcionar e consegue tudo isto com apenas 16MB de memória
(existen versues do Linux que funcionam em maquinas com 4MB). O Linux
pode actualmente ser instalado em sistemas com processadores Intel 386, 486,
Pentium (I, II, III, Pro) e compatíveis, Power PC, Sparc, Alpha,
Motorola 68000, e ha sempre grupos a desenvolver verções para outros
processadores.
O nucleo (kernel) do Linux esta
licenciado sob os termos da General Public Licence ou GPL. Esta diz que o
código fonte tem que ser distribuido livremente. Para
além do desenvolvimento estrondoso a que isto deu origem, se Linus
decidir abandonar o projecto, como todos nós temos acesso ao
código fonte completo, ele apenas necessita delegar outro qualquer para
o seu lugar. Assim, o desenvolvimento do Linux continuara, como sempre,
com a contribuição de todos.
|